2 min read

Mente aberta e poucos planos. Foi com este lema que o Gonçalo Henriques, C21, participou no inov contacto.

O Gonçalo é arquiteto e fotógrafo. Durante a 21ª edição do inov contacto estagiou em São Paulo, na SPOL Architects. Conhece como esta experiência o aproximou de arquiteturas de geografias muito diversas, lhe permitiu praticar a língua inglesa e o inspirou em algumas das suas futuras realizações.
Mente aberta e poucos planos. Foi com este lema que o Gonçalo Henriques, C21, participou no inov contacto.

Gonçalo Henriques | C21 | SPOL Architects, São Paulo, Brasil

O inov contacto foi umas daquelas experiências que aconteceu no momento certo!

Começou a ser idealizado enquanto estava no meu primeiro trabalho como arquiteto. Ouvi relatos de experiências de amigos sobre a vida no estrangeiro e essas histórias fascinaram-me. Entretanto, comecei a ouvir falar deste programa e o desejo de ir para fora foi crescendo.

A experiência profissional era importante mas, acima de tudo, precisava de ganhar mais mundo na minha vida. Nunca fui muito viajado, apesar de ter realizado uma experiência de voluntariado em Cabo Verde e ter estado em três atividades internacionais no âmbito escutista.

Candidatei-me, fui selecionado e durante o Campus, em janeiro de 2017, soube que ia para o Brasil, mais concretamente para São Paulo.

Era a minha experiência internacional mais longa e, além disso, ia para o outro lado do oceano. Um mês depois aterrei no Aeroporto de Guarulhos, São Paulo.

Não sabia bem o que me esperava. Agora, posso dizer que foi uma das minhas melhores experiências!

Um dos meus principais objetivos na experiência inov contacto era desenvolver o inglês em contexto profissional. E consegui, mesmo estando no Brasil!

Estagiei no atelier SPOL Architects, que está dividido entre São Paulo e Oslo e, apesar de todos os meus colegas serem brasileiros, o meu chefe era dinamarquês. Estabelecíamos contacto frequentemente com a sede na Noruega, por isso o inglês estava muito presente.

Foi uma experiência muito gratificante, que me deu a oportunidade de trabalhar várias formas de arquitetura, de São Paulo à Amazónia, passando por Copenhaga e Oslo.

E, se a experiência profissional foi muito positiva, a parte cultural foi ainda mais importante. São Paulo tem uma oferta muito rica. É um lugar tão grande que não foi possível ver tudo em 6 meses.

Por ser um lugar central e uma das mais importantes cidades da América do Sul, é fácil ir de lá para qualquer outro lado nesta região. Passámos alguns fins-de-semana fora da cidade e o tempo passou muito rapidamente.

Depois de acabar o estágio, como tinha mais um mês de visto no passaporte, aproveitei para conhecer o nordeste brasileiro e alguns lugares no estado de Minas Gerais. Com o tempo, apercebi-me de que o Brasil não é só praia, caipirinhas e carnaval. Ficarão para sempre as viagens, a ida ao Carnaval do Rio, os encontros entre inov's, as comemorações do 10 de junho com a visita do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa a São Paulo, o encontro com o Ricardo Araújo Pereira ou a alegria do povo brasileiro que, mesmo com todos os problemas que preocupam o país, é um lugar que vive em constante clima de festa.

Além do mundo que me deu, o facto de ter feito o estágio inov contacto, abriu-me outras portas. Voltei a Portugal, comecei um projeto de fotografia de arquitetura e  iniciei um blog de viagens onde vou escrevendo as minhas aventuras. Estes novos desafios estão a correr muito bem e as abordagens têm surgido naturalmente, tanto para fotografar projetos de arquitetura, como para descobrir o mundo e falar de viagens.  

A quem decidir abraçar o desafio inov contacto, só posso dizer para arriscar, ter mente aberta e não fazer grandes planos. Por isso: "não vás com o objetivo de esperar algo em troca, tudo vai acontecer naturalmente e assim terás uma das melhores experiências da tua vida."